Conceitos e Representação de Algoritmos
Hoje vamos sanar duas dúvidas:
Conceito e
Representação de Algoritmo
O que é um algoritmo?
Quando vamos fazer um café, precisamos de uma sequencia de passos ou instruções.
Como fazemos um café?
Esquentamos a água.
Colocamos o pó de café no filtro.
Despejamos a água quente.
Esperamos coar.
Servimos o café.
Todo esse passo a passo, é um algoritmo para fazer café!
Um algoritmo nada mais é do que um passo a passo, ou seja, instruções para resolver um problema.
Tem início, meio e fim, e cada passo depende do anterior.
Qualquer pessoa que queira fazer um café, basta seguir esse passo a passo que vai ter o mesmo resultado.
Algoritmo no mundo da computação
No computador, um algoritmo é um conjunto de instruções que diz a ele o que fazer e em que ordem fazer.
Ele pode processar dados, tomar decisões, repetir ações e produzir resultados.
Representando um algoritmo
Antes de escrever código, precisamos pensar em sua lógica.
E pra isso, usamos formas de representar o algoritmo.
Vamos usar um outro exemplo para ilustrar isso.
Para isso vamos resolver o seguinte problema, “Como saber se um número é par ou ímpar?”
1. Linguagem natural (texto)
É quando descrevemos o algoritmo em frases normais, para saber se um número é par ou ímpar, podemos dizer que:
“Dado um número, dividimos ele por 2, se o resto da divisão for 0 o número é par, caso contrário é impar”
2. Pseudocódigo
É como um meio-termo entre português e código de verdade, esboçamos o que o código deve fazer.
Exemplo:
inicio
leia número
resto ← número % 2
se resto = 0 então
escreva "O número é par"
senao
escreva "O número é ímpar"
fimse
fim
Não é uma linguagem de programação real, mas ajuda a visualizar a lógica antes de programar.
3. Fluxograma
O fluxograma é uma das formas mais antigas e organizadas de representar passo a passo um processo, seja ele uma receita, uma tarefa de trabalho ou até um algoritmo.
A primeira forma estruturada de documentar o fluxo de um processo foi criada em 1921 por Frank e Lillian Gilbreth, um casal de engenheiros!
Eles apresentaram o conceito em um artigo chamado “Process Charts: First Steps in Finding the One Best Way to do Work” para a ASME (American Society of Mechanical Engineers).
A ideia era simples, mas revolucionária para a época:
mostrar graficamente cada etapa de um trabalho para identificar desperdícios, melhorar o fluxo e encontrar “a melhor forma” de fazer algo.
Com o tempo, essa forma de representação evoluiu e passou a ser usada em várias áreas, inclusive na programação, para descrever algoritmos, que nada mais são do que instruções passo a passo para resolver um problema.
E assim usamos símbolos e setas para representar as etapas:
Círculo ou Elipse → início ou fim
Retângulo → ação (ex: calcular, somar)
Losango → decisão (ex: se / senão)
Setas → o fluxo da execução
Continuando com nosso exemplo anterior, temos:

Início (elipse) → indica o ponto de partida do algoritmo.
Leia número (retângulo) → representa a ação de entrada de dados, ou seja, o programa pede ao usuário que digite um número.
Resto ← número % 2 (losango) → é a etapa de decisão. O algoritmo calcula o resto da divisão do número por 2 e usa esse valor para decidir o próximo passo.
Se o resto for 0, significa que o número é par.
Se o resto for diferente de 0, o número é ímpar.
Escreva “O número é par” (retângulo) → ação executada se a condição for verdadeira (resto = 0).
Escreva “O número é ímpar” (retângulo) → ação executada se a condição for falsa (resto ≠ 0).
Fim (elipse) → indica o término do algoritmo.
4. Portugol
Depois de desenhar o fluxograma, podemos escrever o mesmo algoritmo em forma de Portugol.
O Portugol é uma forma de escrever algoritmos em português, de maneira parecida com um código de verdade, mas sem precisar se preocupar com a sintaxe complicada de uma linguagem de programação.
É como se fosse um “meio do caminho” entre o pensamento lógico e a programação real, perfeito pra quem está começando, pois é uma forma de Pseudocódigo.
Há algumas divergências sobre quem exatamente criou o Portugol, mas o que se sabe é que ele surgiu entre 1980 e 1983, inspirado na linguagem Pascal (que, por sua vez, vem da ALGOL, uma linguagem usada em grandes computadores da época, os famosos mainframes).
Segundo registros do blog do site Portugol VisuAlg, o projeto foi iniciado pelo professor Antônio Carlos Nicolodi, que traduziu conceitos da Pascal para o português, criando uma forma didática de ensinar lógica de programação.
Na época, o Portugol não era uma linguagem de programação “de verdade”, com compilador e tudo mais.
Era apenas uma forma estruturada de escrever algoritmos em português, pra facilitar o aprendizado.
Com o tempo, surgiram implementações que simulam a execução de um algoritmo em Portugol, como o VisuAlg, que até hoje é muito usado em escolas e universidades. Eu não gosto pessoalmente haha.
algoritmo "par_ou_impar"
var
numero, resto: inteiro
inicio
leia(numero)
resto <- numero % 2
se (resto = 0) entao
escreva("O número é par")
senao
escreva("O número é ímpar")
fimse
fimalgoritmo
Por que representar algoritmos?
Porque é muito mais fácil entender a lógica e encontrar erros antes de escrever o código.
A ideia é que primeiro escrever o esboço, ou parte dele, e depois escrever o código.
Pular direto pro código pode até sair algo, quando isso acontece, geralmente sempre estamos revisando e quebrando em partes, mas dificilmente sai do jeito certo quando é algo muito grande. 😅
Dica final 💡
Quando for criar um algoritmo, pense sempre assim:
Qual é o problema que quero resolver?
Quais dados preciso (entradas)?
O que preciso fazer com eles (processamento)?
O que quero mostrar no final (saída)?
Esses três passos, entrada, processamento e saída, formam a base de qualquer programa.

